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A popularização das chamadas canetas emagrecedoras, vendidas de forma irregular e sem prescrição médica, tem preocupado especialistas e autoridades de saúde em todo o país. Produtos que prometem emagrecimento rápido, muitas vezes comercializados sem registro sanitário, podem provocar efeitos adversos graves. Um caso registrado em Minas Gerais evidencia os riscos envolvidos nesse tipo de prática.

Uma mulher de 43 anos permanece internada em estado grave em Belo Horizonte após utilizar uma caneta emagrecedora de origem irregular, trazida do Paraguai e adquirida fora dos canais oficiais. De acordo com informações da família, o uso do medicamento teve início em novembro, sem orientação médica.

A paciente foi hospitalizada no fim de dezembro no Hospital Júlia Kubitschek com um quadro clínico severo. Entre os sintomas apresentados estavam fraqueza muscular intensa, dores abdominais, vômitos, alteração na coloração da urina e crises convulsivas. Após uma primeira internação e alta hospitalar, o estado de saúde se agravou, evoluindo para comprometimento neuromuscular progressivo e insuficiência respiratória, sendo necessária a intubação.

A suspeita médica é de intoxicação associada ao uso de tirzepatida manipulada, substância relacionada ao medicamento Mounjaro. Especialistas alertam que versões comercializadas ilegalmente não possuem controle de qualidade, dosagem segura ou fiscalização sanitária, o que amplia significativamente os riscos à saúde.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), medicamentos utilizados para emagrecimento devem ser prescritos exclusivamente por médicos, após avaliação clínica individualizada. A entidade reforça que até mesmo remédios aprovados podem causar efeitos colaterais importantes quando utilizados sem acompanhamento profissional.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) também alerta que produtos vendidos como “alternativas”, “manipulados” ou “importados”, sem regulamentação adequada, podem conter substâncias tóxicas, concentrações inadequadas ou até compostos diferentes do que é anunciado ao consumidor.

Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que medicamentos sem registro não podem ser comercializados no Brasil. A venda, distribuição ou aplicação desses produtos configura infração sanitária e pode caracterizar crime contra a saúde pública.

Autoridades de saúde destacam que a disseminação dessas canetas ocorre, principalmente, por meio das redes sociais e do comércio informal, muitas vezes associada a promessas de resultados rápidos e sem riscos. Especialistas reforçam que não existem soluções milagrosas para o emagrecimento e que qualquer tratamento deve ser seguro, legal e acompanhado por profissionais habilitados.



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Fonte: Gustavo Tem Pass

Data: 21/01/2026 16:14:11

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